patrimônio e Restauro

 

Proposta< arq. Carolina Dardi

Projeto desenvolvido no contexto do Curso de Conservação e Restauro de Patrimônio Edificado. Facultade de São Bento.

Prof.  Rita Cerqueira da Mota
patrimonio

 

Referências

A antiga Colônia Juliano Moreira está situada em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, fundada em 1852 com o nome de Hospício de Pedro II, foi inaugurada como instituição psiquiátrica em 1924
O nome atual é em memória do Dr. Juliano Moreira, batalhador em prol dos doentes mentais.

A Colonia possui uma serie de contruções como um aqueduto, que levava água do maciço da Pedra Branca pelos seus oito arcos e setenta metros de extensão até os engenhos da planície, foi um dos três primeiros a serem erguidos no Rio na metade do Século XVIII. Os outros dois aquedutos da cidade são o da Carioca (Arcos da Lapa) e o da Rua Faro, no Jardim Botânico.
Em frente ao aqueduto fica a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, de 1862, construída em estilo neoclássico, junto com o chafariz e os pavilhões que hoje abrigam pacientes, ela é uma das relíquias do bairro.
Dentro da Colônia está localizada também a sede da antiga Fazenda do Engenho Novo, erguida em 1838 e tombada 100 anos depois.

Na década de 60 a Colonia chegou a abrigar cerca de 5.000 pessoas. No início dos anos 80, após longo processo de deterioração, a instituição iniciou uma transformação do seu modelo assistencial.
Administrada pelo Governo Federal desde sua criação, a instituição foi municipalizada em 1996.
A instituição hoje abriga cerca de seiscentos pacientes.

O principal eixo do trabalho desenvolvido é o programa de desinstitucionalização, que promove a transferência progressiva de pacientes para fora das instalações hospitalares. Aqueles com maior autonomia mudam-se para as Residências Terapêuticas, onde passam a viver com outros usuários de serviços de saúde mental, recebendo ajuda financeira do poder público (bolsas de incentivo à desinstitucionalização da SMS e do Ministério da Saúde). Atualmente existem cerca de sessenta pessoas residindo desta forma.
Outros vivem nos Lares de Acolhimento – grandes casas, resultantes das reformas havidas nos antigos pavilhões do Instituto que, ao invés de enfermarias, possuem hoje quartos para duas ou três pessoas, com banheiros privativos, copa, cozinha e sala de estar coletivas, o Instituto desenvolve diferentes atividades terapêuticas e sociais, entre os quais o Clube de Lazer, que se ocupa da recreação dos pacientes, passeios, visitas a museus e , viagens.

O Instituto também abriga, nas suas dependências, o Museu Bispo do Rosário, responsável pela guarda e manutenção de todo o acervo deste artista, que viveu na instituição por cinqüenta anos.
Por volta de 1993, Darcy Ribeiro desenvolveu um projeto na Colônia Juliano Moreira a fim de recriar a floresta de essências raras e em extinção que outrora existia no Parque Estadual da Pedra Branca.

 patrimonio

2-DIAGNÓSTICO

A Colônia Juliano Moreira está englobada pela Área de Proteção Ambiental do Maciço da Pedra Branca e do Morro Dois Irmãos. Nos últimos anos, nota-se um gradual desuso das unidades hospitalares e a ampliação das favelas adjacentes e loteamentos informais de antigos funcionários e familiares.
Vemos uma serie de edificações com um alto potencial arquitetônico e urbanistico conformando parte de um egido urbano ancorado nesta reserva, possui em um núcleo histórico de edificações e pavilhões como o da antiga sede da Fazenda do Engenho Novo e os dois casarões vizinhos, todos datados do século XIX e tombados pelo Inepac, encontram-se em ruínas.de variadas feições arquitetônicas, um aqueduto do século XVIII e a Igreja Nossa Senhora dos Remédios, construídas no século XIX e pavilhões hospitalares edificados da década de 1920.

O Instituto Municipal De Assistência À Saúde Juliano Moreira possui cerca de 160 servidores, entre os serviços oferecidos posse um Centro de Estudos, responsável pelas atividades científicas e culturais do Instituto.
Possui 2 auditórios um com a capacidade para 300 pessoas e outro com quarenta lugares.
Posee uma Biblioteca que data da década de 1920.
O museu Bispo do Rosario, tambem e um potencial polo cultural do lugar.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), elaborou o Plano de Requalificação do Núcleo Histórico.
O tombamento do núcleo histórico da Colônia Juliano Moreira pelo governo do Rio, em 1990, foi resultado de estudos realizados pelo Inepac.
Em 2008, a União transferiu formalmente as terras, que eram de sua propriedade. Incluída no PAC, a comunidade receberá obras de infra-estrutura, como pavimentação, construção de redes de água e esgoto, tambem compõem o projeto, uma creche, posto de saúde e complexos para prática de esportes e lazer.
Existem praças de articulação que vinculam as edificações existentes, degradadas e sem cuidado formal.
Segundo A Secretaria Municipal de Habitação (SMH), prevê-se um projeto de regularização urbanistica e fundiária da area que alberga mas de 700 moradias.

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3-PROPOSTA DE TRATAMENTO

Intervenção Macro: Pensando num projeto sistémico proponho uma proposta integrada e global que abarcará a totalidade do conjunto da Colonia Juliano Moreira, priorizando a restructuração urbana do conjunto, valorizando sua historia arquitetônica e social, com um ciente trabalho de restauro das edificações existentes a nivel micro como macro, como assim tambem das areas publicas que vinculam as edificações, gerando um master plan de revitalização da area a nivel urbanistico-social e cultural.
Com este processo queremos garantir a diminuição da ocupação desordenada do conjunto destas nove vilas independentes entre si, que conta com 713 moradias, bem como reduzir a degradação ambiental existente no local, alias de gerar um novo polo eco-urbano-cultural nesta area da cidade.
Potencializaremos a restauração do Patromonio material existente como o inmaterial focandonos na historia do lugar, triangulando as 3 edificações principais como o acueduto, a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios e a sede da antiga fazenda, que sera trasformada em um espaço de hospederia sustentavel para o setor, tambem o Museu do Bispo do Rosario, será materializado em este corredor cultural e ecologico.

2

Intervenção Micro:

-Reconstrução da cobertura e estruturas existentes
-Execução de telhados e calhas
-limpar de vegetação o telhado
-tratar humidade
-Reabilitação e recuperação das estruturas de madeira e carpinterias;
-Conservação e restauro das mamposterias.
-Revitalização de instalação elétrica

Registro fotográfico áreas internas:

3
Registro fotográfico áreas externas de vinculação e areas verdes:

4
OUTROS:

“à exceção da igreja e do aqueduto, que precisam de manutenção, os demais prédios demandam uma intervenção profunda” segundo e vice-presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Cêça Guimaraens,
“Por que os diferentes agentes públicos (Iphan, Inepac e a Prefeitura) não se articulam para que a história da arquitetura brasileira seja preservada? “— questiona.

Mesmo estando protegido pela legislação, cabe ao proprietário do bem tombado cuidar de sua manutenção, lembra o Inepac.

comentários
  1. MARIA APARECIDA disse:

    Muito bom! linda iniciativa Carol!
    Conte comigo!
    Beijo.

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